sexta-feira, 27 de abril de 2012

Burrice conveniente

Nesta semana tive conhecimento de um fato, no mínimo revoltante para uma mulher. Publicamente uma das conhecidas “panicat” do programa de televisão Pânico, se permitiu ter o cabelo raspado de forma gratuita, apenas com a intenção de demonstração tola da superioridade masculina. Mesmo depois de diversas batalhas vencidas e superadas pelos direitos da mulher, ainda não é raro eventos como este na televisão, a busca incessante pela audiência provoca, induz e estimula os nossos jovens a seguir, por muitas vezes um caminho sem volta diante das próprias escolhas, opções e condutas.

Este programa a qual me refiro tem audiência comum entre os jovens, alias, foi a minha sobrinha de 15 anos quem comentou o ocorrido comigo, além disso, mencionou como foi a repercussão entre os colegas, e me alegrou muito, ao afirmar que a grande maioria abominou a atitude dos integrantes do programa e da postura da mulher, que age de forma totalmente submissa e sem o mínimo de amor próprio. É notável a despreocupação de programas como estes, e ainda mais lamentável as mulheres que se sujeitam a tais atos, como se este fosse o único caminho do sucesso e admiração profissional, afinal é possível usar o corpo em beneficio do trabalho, mas não é o único caminho, e não necessariamente precisamos esquecer que temos cérebro, opinião e vontades. Mas o que acontece com estas mulheres é simples, vivemos sob uma cultura machista que permanece muito presente nas brasileiras, portanto se uma ou duas mulheres se recusar a sofrer tais humilhações, outras certamente aceitarão, este é um meio rápido de conquistar fama, e é disso que o povo gosta!

Temos nos dias atuais mulheres no setor politico, educacional, cientifico, entre outros. Na verdade é difícil encontrar uma área de atuação em que a mulher não esteja inserida, e isto é excelente para nosso cardápio de opções. A exploração da beleza feminina é algo comum, que não pode, nem deve ser extinto, mas que não precisa ser banalizado e considerado o único ou principal atributo da mulher, afinal como disse Rita Lee, brasileira não é só bunda!

Atitudes como a desse programa contribuem para uma sociedade que estimula cada vez mais a formação de jovens anorexias e infelizes, apreciam a desvalorização da própria inteligência e capacidade, reduzindo as qualidades da mulher a um corpo esculpido de acordo com as preferências da mídia! No entanto graças a Deus não podemos contar somente com esta programação esdruxula e sem conteúdo, pois ainda existe programação direcionada a mulheres que se admiram e se reconhecem como parte fundamental na construção de uma nova realidade social. Na minha opinião, promiscuidade e sexualidade gratuita deveriam ser proibidas na televisão, não apenas por expor a figura feminina de forma vulgar e incapaz, mas principalmente por ser formadores de opinião da juventude atuante e atual, que se baseia em atitudes e referenciais totalmente desrespeitosos, e não somente com as mulheres mas em diversas situações diante de seu semelhante. Creio que a juventude por si só já garante conflitos em demasiado, e não é preciso salientar situações de extremo mau gosto e que de nada contribuirá para a vida desse jovem, pelo contrario, irá apenas estimular a reproduzir atos de desrespeito. Abaixo a sexualidade gratuita e a desvalorização da mulher!

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