sábado, 23 de novembro de 2013

Semana da Consciência Negra - Cultura humana

A semana da consciência negra recentemente passou a fazer parte do cotidiano dos brasileiros, porém meio a um feriado que muito agrada, ainda existem embates quanto aos seus  significados. A data que traz a intenção de inserir aos poucos a que veio, convive numa realidade cultural cruel, seus significados de reconhecimento e retratação histórica na pratica são pouco explorados, e o senso comum ainda vence, o  racismo brasileiro é forte e lamentável.  

Para a maioria das pessoas o dia da  consciência negra é uma banalidade, apenas um feriado para “matar” o trabalho, sempre de modo pejorativo tais comentários já fazem parte de uma cultura que promove a banalização da humanização, afinal não apenas os negros e descendentes merecem respeito quanto ao que são, mas também mulheres em seus movimentos feministas, assim como, os homossexuais e todos os grupos de minorias em busca de seus direitos civis também entram nesta briga, parece ser utopia o respeito às preferencias das pessoas, ou até mesmo quanto a sua natureza, na terra dos “perfeitos” o que não está nos padrões é descartado e julgado.

Em um país onde existe um numero tão grande de afrodescendentes, é assustador presenciar o racismo como algo comum, convivemos com atitudes desde maus tratos à soberba, é a minoria cruel frente à maioria frágil por preconceitos enraizados na cultura de todos. É como ensinar todos os dias o quanto você é fraco, mesmo sendo capaz, é a predominância dos poucos fortes sobre os grandes fragilizados pelas determinações e preconceitos que predominam e contaminam os próprios oprimidos, os fazendo praticar o mal a si mesmo.

A sociedade que denigre e reproduz pensamentos ainda dos tempos da escravidão pouco sabe sobre Zumbi dos Palmares e as suas batalhas, ou as grandes conquistas subsequentes alcançadas às custas de sacrifícios de grandes nomes da historia, são diversos os movimentos que acercam as grandes vitorias que contribuíram para a atual situação dos negros.

A cultura europeia ainda é muito presente em nosso cotidiano, somos ensinados nas bases da educação a admirar e qualificar apenas o trabalho ou a beleza dos brancos como um único referencial, e dessa forma aprendemos a desvalorizar a própria produção, como se fosse inferior, e não compreendemos que são apenas diferentes, e que isto é uma dadiva, a diversidade é o maior bem cultural da humanidade.
Os absurdos do mundo precisam ser enfrentados, é uma questão de respeitar ao próximo como a si mesmo, a bandeira da “cultura humana” precisa acontecer, e mesmo que muitas situações existam independentes de nós, cada um escolhe o que deseja reproduzir, e qual tipo de pessoa deseja ser.

Apesar das grandes conquistas e reconhecimento em varias áreas ainda é preciso existir cada vez mais eventos como estes, que ilustrem que sua pele, seu cabelo, olhos e vida precisam ser respeitados, que mais meios comuniquem e dialoguem com a miscigenação brasileira para que a cultura afro seja valorizada como se deve, não podemos continuar a conviver com crianças negras desejando ser loiras, ou adultos frustrados, infelizes e com vergonha de assumir a cor e as raízes que tem, isto é desumano! É preciso ter orgulho de ser o que é, e como disse Luther Kink “ Que as pessoas possam não ser julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”(...).


Grazy Nazario. MTB. 74588/SP.

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