terça-feira, 10 de setembro de 2013

Brasil independente?

O dia da independência é de longe a data mais importante de qualquer  pessoa, situação ou país, é a partir deste momento que diversas situações começam a mudar, que crescemos, e que começamos a entender e se fazer importante diante da própria vida, da própria existência.

Desde o “descobrimento” das terras brasileiras e todo o seu processo de colonização, a história já nos ilustra a difícil batalha até o momento da almejada independência, e a lentidão de algo concreto acontecer para a população mais necessitada das tais transformações, mas independente dos motivos e interesses voltados para esta importante conquista, é certo que, se livrar de certas situações pode ser doloroso, difícil ou trabalhoso, mas é um mal necessário.

Após diversas mudanças politicas a partir do simbólico grito de independência de D. Pedro I até os dias atuais, o Brasil tenta a real liberdade, mas não falo apenas do fato de escolher a própria economia ou tomar algumas decisões por uma nação gigantesca, acredito em uma independência em que as necessidades para ser um país dono de si sejam levadas a sério. Um país capaz de decidir os próprios caminhos de forma serena, coletiva e que preserve a vontade da maioria, mas de forma benéfica e sensata.

O regime que conhecemos como Democracia deveria unir, preservar e garantir os direitos de todos, a independência não pode se resumir em não ouvir ou permitir interferências de outros países (fato que não acontece), a liberdade deve ser em todos os aspectos, a começar pelas escolhas e características de um povo dominado por miscigenações, preferências e particularidades, e como qualquer nação ser respeitado por isso.

O Brasil não precisa se render a cultura de outros países para ser respeitado, somos “Um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza...”. Por que devemos seguir a cultura local de inverno dos EUA, quando o nosso natal é durante o melhor verão do mundo? Ou tentar imitar padrões de beleza diferentes de nossas raízes? E estes são apenas alguns exemplos culturais, temos outros meios de dependências em relação à outros países. Claro que algo que esta há tanto tempo enraizado em nosso cotidiano é difícil de ser modificado, mas começar é preciso! A valorização e reconhecimento do Brasil como ele é, deve iniciar a partir dos brasileiros e a percepção incentivada por seus governantes.

A liberdade proporcionada pela independência deve estar ligada não somente ao poder de decisão e escolha, mas na capacidade de fazer isto bem. Ser independente não significa estar só, significa ser capaz de decidir, estar seguro, isto torna a nação e as pessoas mais fortes, é o reconhecimento da necessidade do aprendizado e importância da autoconfiança.

A independência real existirá quando os brasileiros se derem conta que eles formam o Brasil tal como é, que o poder de decisão é essencial para bons resultados, e que a independência também está presente em escolher e apreciar a própria cultura. Além disso, é primordial que os governantes cuidem do Brasil por amor, mas um amor especial à pátria, que permita seu crescimento sem interferências de interesses pessoais, apenas pelo prazer de observar e participar de sua prosperidade. A independência real precisa ser conquistada pelos brasileiros todos os dias.


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