terça-feira, 1 de outubro de 2013

Inveja alheia

Alvo de tantas especulações, a inveja é algo que perturba muito as pessoas, digo isto tanto da parte de quem sente, como de quem é alvo deste sentimento do “mal”, e perdido esta o sujeito que não souber lidar com ela.

Pode parecer estranho confessar algo dessa natureza, mas por estes dias eu me peguei vitima deste horrível pecado capital, e mesmo não tendo isso como normal do meu cotidiano, não tive como escapar de sentir inveja alheia. O fato de ser amante da leitura, apreciadora e praticante da escrita me faz acreditar na importância de ler sempre, embora muitas vezes tais leituras me prejudiquem na hora da criação, pois por vezes involuntariamente tenho a tendência de contestar alguma ideia, ou até mesmo me basear em algum assunto que li, e é ai que a invejinha surge.

Não posso negar que existem muitas pessoas de qualidade neste negocio de escrever e expressar opiniões, e sim isto é ótimo, enriquecedor para a nossa cultura e credibilidade nacional, como educadora proporciono tais feitos e faço isso verdadeiramente com amor. No entanto, mesmo pensando assim confesso que me sinto muito bem ao ler um artigo ruim, penso em tudo o que faria de diferente, e como tais palavras modificadas enfatizariam a ideia principal, sinto-me “ótima” quando consigo fazer isto. Quanta maldade a vaidade faz com o ser humano.

Neste passo de leituras construtivas e reconhecimento de bons e maus trabalhos, li um artigo excelente, além de já ser fã do humorista e roteirista, não apenas pelo trabalho humorístico, mas por suas aptidões profissionais de manter uma linguagem eclética, além da habilidade de trabalhar com tantos temas. O cara está bombando no melhor sentido da palavra, Fabio Porchat é hoje um exemplo a ser seguido. Claro que a televisão ajuda muito, mas somente quem esta neste meio tem noção da complexidade e dificuldade de conquistar esta posição, e que é resultado de muito trabalho e talento, e quando se trata de humor é tudo ainda mais instável. Eu o admirei ao ler seu artigo no jornal, e o invejei um pouco, mesmo reconhecendo que não sou mal no que escrevo, desejei ser tão boa quanto ele é.

Entre a admiração e invejinha declarada reconheci que é preciso existir sempre boas referencias para os iniciantes, para os bons e para os melhores, além disso, os desafios são essenciais para a constante evolução de um bom profissional. Afinal o fato de trabalhar fazendo o que se gosta, mesmo sendo prazeroso, não nos isenta de responsabilidades e resultados.

Vaidades à parte, desejo que ele continue com muito sucesso, pois é merecedor de tanto reconhecimento, espero que ainda partilhemos de idéias e conclusões pelos textos e roteiros da vida. Que Deus o ajude e não me desampare e que sejamos sempre agraciados com bons exemplos. Sigo caminhando em busca de sonhos e realizações, carregando a certeza de que tudo é possível quando se acredita e se trabalha para isso.  


 Texto: Grazy Nazario.

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