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sábado, 5 de abril de 2014

Ditadura vivida e contada


A ditadura militar sempre foi um assunto que eu ouvia ainda criança e não fazia a menor ideia do que se tratava, os discursos em relação ao golpe de 64 que completou 50 anos recentemente carregam opiniões das mais variadas, e exemplificam verdadeiramente quais foram os efeitos deste sistema e de que forma ele se fez eficaz em suas pretensões.

A liberdade conhecida como o principio básico da humanidade, foi também o mais corrompido, durante a ditadura, e é hoje sem duvida o maior bem conquistado com a democracia, alias sem este direito, eu ou diversos colegas jamais poderia realizar este maravilhoso exercício de compartilhar o que pensa e como enxerga o mundo e as coisas ao seu redor, provavelmente seriamos presos se estivéssemos naquela época, ou nem terias as opiniões publicadas, a liberdade de imprensa não existia,  basicamente é isto, apenas não teríamos nem informação ou opinião.

Passado cinquenta anos do golpe, e trinta anos de seu fim, colhemos ainda os frutos plantados em um tempo que não decidíamos, ou apenas não tínhamos este direito, tempo em que a repressão era usada para manter um sistema que já começou falido, sem direcionamento ou ética, a ordem era “ordem” acima de tudo, a qualquer preço.

Mas o que me intriga nesta historia são os efeitos intitulados como “bons” que a ditadura nos deixou de herança. Diferente de outros tempos, já se pode ter acesso a documentos, depoimentos e outras tantas provas dos métodos desumanos praticados durante um período em que atrocidades era algo comum, e o ser humano não tinha voz.

Desse modo nos vemos diante de pessoas que viveram este período, e simplesmente não viram nada disso, é como se tantos crimes simplesmente não existissem, como se fosse um mundo paralelo que acontecia longe da maioria. Na verdade a realidade não era a mesma para todos, assim como não é hoje e da mesma forma como algumas coisas não existem simplesmente porque não acontecem conosco. Este pode ser o pior equivoco de uma sociedade.

Assim notamos a diferença entre a ditadura vivida e a contada, a partir deste principio ela ganha força, conquistou verdadeiros adeptos ao seu sistema opressor, que segundo era “contado” servia para proteger a população. Muitos foram cassados, quem era contra o sistema ou não a favor, eram delatados por pessoas que nem mesmo entendiam a situação politica do país, imersos na realidade aplicada por todos os meios possíveis, a “verdade” contada por mentirosos, donos do poder, donos da lei e da justiça.

Tornar um ato sórdido em algo benéfico está entre os principais ideais de um sistema repressor, este era o seu papel, e é devido a condutas como estas que continuamos  a colher os frutos deste passado deplorável. Falamos desde a censura que julgava pessoas como subversivas, ou torturas, mortes, entre tantos outros crimes à vida. Imaginamos então quantos filhos simplesmente não voltaram para suas casas... Foi assim que o Brasil atrasou o seu verdadeiro progresso, e tenta correr atrás do prejuízo, no entanto é evidente que continuamos sem parâmetros, se não é fácil guiar a própria vida, idealize controlar uma nação!

Enfim agradeço por ter nascido numa época em que as minhas opiniões são garantidas pela liberdade de expressão. Que temos acesso aos materiais para saber a verdade de um período sangrento e perverso, e que a população tenha a oportunidade de entender por que este período não foi bom. Perceber a historia é validar que tantos não morreram em vão, e a utopia que motivou a tantos, mesmo sem conquistar 100% do que desejava, incentivou a toda uma geração a ir, como cantou Caetano “Caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento...”, mesmo quando tudo obrigava a não prosseguir.


Por Grazy Nazario. MTB. 74588/SP.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Mais um dia passageiro




Enquanto se espremia entre os outros ocupantes do ônibus, Janete já imaginava como o dia seria cansativo. Ainda era seis da manhã e já se sentia como uma sardinha enlatada, vestida com a sua roupa de sempre, e seu óculos remendado até os pensamentos estavam espremidos naquela manhã.


Janete meio aos empurrões tão comuns se lembrou do neto que há pouco mais de duas semanas não via, o filho sempre apressado e trabalhando todos os dias dificilmente levava a criança na sua casa, sem contar que ela quase já não tinha os finais de semana livres. Lembrou-se do menino de 4 anos brincando e de seu sorriso inocente sempre tão feliz, isto a fez sorrir.


Enfim chegou ao seu primeiro destino, o metro. Era comum ela correr o mais rápido que pudesse, mesmo com o percurso abarrotado de gente, e com a mesma quantidade de trens, correr fazia parte da rotina, e entre os empurrões se acomodar em uma posição menos desconfortável. Já acostumada nem estranhava o silencio tão barulhento das pessoas ao seu lado, todas tão fechadas em seus mundos compartilhando a agonia excêntrica e oculta em seus olhares.


Enfim seguiria a caminho do trabalho, era funcionaria de um grande banco que ficava no centro da cidade em um belo edifício, recentemente nomeada encarregada da limpeza gostava de chegar cedo para dar o exemplo, e desde sempre assim o fazia.


Janete se espremeu entre os desconhecidos companheiros de labuta, em pé entre tantos percebeu algo diferente naquela manhã, não conseguiu definir se era o corpo cansado da diária extra que fizera no dia anterior para ganhar uns trocados a mais, ou se apenas o estomago vazio e a velha gastrite dando sinal.


De repente o metro parou! Todos foram jogados de uma só vez, e apesar de cheio o peso de um sobre o outro não era nenhum pouco confortável. Janete sentiu um aperto no peito, olhou para os lados e o ar lhe faltou, piscou os olhos, e só enxergou os troncos de outros passageiros, o seu estomago embolou como se fosse um cata vento em um vendaval. Ela olhou para os lados, como se procurasse a saída, e pensou: “Acho que hoje vou atrasar”.


O trem voltou a andar, e todos gritaram como uma comemoração. Janete iniciou um sorriso, mas sentiu o estomago incomodar novamente, dessa vez mais forte, e o ar logo sumiu, o metro parou novamente num solavanco, as pessoas gritaram aflitas, a luz apagou, e Janete caiu.


O tumulto se formou, as pessoas correram desesperadas, a maioria nem sabia o porque de estarem aflitas, apenas corriam e gritavam ou choravam... Apenas tentavam fugir de um lugar sem espaço, sem luz, sem paz.


Na manhã seguinte tudo estava igual, as mesmas pessoas, e mais outras, pareciam até mais apertadas do que antes, se encaminhando rapidamente como todos os dias ao seu trabalho, por seu caminho, seu destino, e a vida assim continuou. Quanto a Janete, ela teve sorte, na internet estava a noticia:


“Morreu ontem no metro senhora de 56 anos, ainda não foi confirmado se a morte foi após a mulher ser pisoteada ou se foi um ataque fulminante, a polícia informou que em cerca de quarenta dias terá o resultado da autopsia”.


Sem foto, legenda ou nome ela foi descrita, como deveria ou poderia um passageiro, deixou para si mesmo sonhos incompletos, magoas não curadas e sorrisos não desperdiçados.


Texto por: Grazy Nazario.





sexta-feira, 7 de março de 2014

Zumbi no trem! - O nosso game de cada dia

A indústria tecnológica em diversos segmentos é sem duvida um mercado a cada dia mais amplo e crescente, são diversos programas, ferramentas, entre outros facilitadores do mundo contemporâneo que a cada dia conquistam mais espaço. Juntamente com este inegável progresso está a todo vapor os jogos eletrônicos, sim aqueles que baixamos em celulares, tablets, ipod, entre outros. A atual distração social fatura milhões a cada dia, cresce e forma estarrecedora e mostra porque recebe tantos investimentos e tem clientela cativa, são eles os maiores alienadores ocultos da nova era, os dominadores da mente.

Entre os motivos de garantia de sucesso está a classificação de temas variados, segmentos, e graus de dificuldades, além de outros fatores psicológicos estudados especialmente para garantir clientes desde o berçário até idosos que também já se renderam aos encantos dos “joguinhos”. Além disso, os criadores a cada dia buscam novidades, mantém design gráfico impecável, e musicas criativas que propositalmente encantam e prendem o expectador. Estes jogos não vieram apenas à diversão, mas a trabalho mesmo, a indústria a cada dia se apodera da atenção dos nossos jovens e afins.

Pode parecer estranho para a realidade de trabalhadores da classe operária, ou de baixa renda, mas muitos gastam dinheiro de seu sustento para comprar jogos através da internet ou acessórios para tornar o jogo mais interessante e competitivo. Outro meio de atrair as pessoas é se infiltrando nas redes sociais, prendendo cada vez mais o seu “cliente”, o tornando cada vez mais seu “escravo”.

Este alienador oculto circula entre nós como algo inofensivo, que tem como única função entretenimento, e é esta mesmo a sua finalidade, entreter, atrapalhar, roubar-lhe o seu precioso tempo sem que você se de conta disso. O processo é lento e gradual, e a sua dependência fatal, e quase inevitável se você não estiver atento a si mesmo.

Em lugares como o transporte publico é comum observar 80% de seus passageiros em jogos ou redes sociais, dessa forma o passageiro se distrai, acontece que este mecanismo oferece aos passageiros distração que você não perceba como o metro ou ônibus é um transporte desumano e indecente mesmo nas grandes capitais e que muito faturam para o país. Enquanto o seu único foco é fazer pontos sobre nada em lugar nenhum, nos tornamos os zumbis de nossas próprias vidas, e quando perceber o estrago se enxergar como expectadores insatisfeitos da própria existência.

Assim os mecanismos são criados para atrair os carentes de atenção e valorização externa, nos tornam capazes de solucionar crimes, cultivar plantações, caçar zumbis, nos aventurar, entre outras grandes invenções que ressaltam aptidões que simplesmente não conhecíamos em nós, é o ego sendo trabalhado a favor da indústria das possibilidades.


Claro que os jogos não são o pecado da humanidade, nem a perdição dos caçadores do pão do cada dia, no entanto deve ser usado como um meio de diversão, e com moderação, o dominador dever ser o humano para que assim se perceba a sua volta e não se perca dos próprios ideias, o Zumbi pode estar no trem, desde que apenas no jogo. 

Grazy Nazario  -  MTB. 74588/SP.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Contagem Regressiva – Copa 2014

A copa do mundo é atualmente o evento mais esperado de 2014, e a cada dia intriga e preocupa mais os brasileiros, o tempo para o seu inicio segue em ritmo de contagem regressiva e a estrutura para receber o evento visivelmente não se sustenta, além da população que de diversas formas não se sente preparado para o evento tão esperado. A hora chegou, e a velha mania dos brasileiros de deixar para resolver problemas na ultima hora pode transformar o evento esportivo do ano no fiasco do século.

A menos de seis meses para o inicio da Copa do Mundo que este ano será realizado no Brasil, grandes obras que caminhavam a passos lentos na realização da estrutura do evento agora estão em ritmo de correria, e isto está acontecendo em relação a todos os aspectos relacionados a festa esportiva, os responsáveis se esquecem que para situações diferenciadas é preciso rigor e seriedade em sua administração.

Muitas vezes se tem a impressão de que o Brasil em vários aspectos não está preparado para a Copa do mundo, com sede em 12 cidades do país alguns setores de condição básica não estão sendo adaptados para tantos visitantes e delegações, muitas vezes sinto como se o evento fosse tratado como algo surreal e que os problemas se resolvessem sozinhas, mas não é assim, se trata de algo organizado e realizado por pessoas, e infelizmente inclinado a ter sérios problemas.

A estrutura básica que deveria ser revitalizada e beneficiada primeiramente para os brasileiros não recebe nenhum tipo de melhoria, até agora vemos poucas cidades que investiram no preparo de profissionais para garantir a segurança, ou saúde que é outro setor abandonado em questão do mínimo de qualidade para qualquer situação, seja simples ou grave, sem mencionar que em nada se percebe quanto ao transporte publico, vias publicas ou qualquer realização em prol de um transporte de qualidade, que melhore a vida dos brasileiros e receba bem os turistas. Está tudo a revelia.

Outros setores como os aeroportos também é motivo de preocupação, uma vez que, nem mesmo a demanda comum de passageiros está em ordem, é comum noticias quanto atrasos e problemas amadores neste setor, as obras prometidas em sua maioria se iniciam nas vésperas da festa e tem previsão de terminar sabe-se lá quando.

O tempo passa e percebemos como o evento ganha ritmo de coisa mal feita e desorganizada, ou como diz o ditado popular “feito nas coxas”, não existe disposição ou preocupação de nossos governantes para a realização de um evento de qualidade. O que existe é uma correria para finalizar os estádios que seguem por todo o Brasil com grandes índices de atrasos. Poucos são os que finalizaram ou que seguem cumprindo o prazo inicial.

No entanto, os estádios em geral é o que menos preocupa, na verdade ao contrário do que se pensa a Copa do mundo não é feita apenas com estádios, é imprescindível uma estrutura em torno do evento para que ele seja realizado com sucesso, e para o nosso desespero isso inclui as necessidades básicas com mais problemas no Brasil.

É preciso entender que um evento como este precisa de pessoas responsáveis e compromissadas de verdade. A população precisa ser preparada, orientada e beneficiada com a realização do evento, afinal o mundo está de olho no país que não cuida dos filhos da nação. É preciso enxergar os brasileiros e receber os visitantes com o mínimo de dignidade, ou continuaremos a ser apontado como o eterno país subdesenvolvido, desorganizado e corrupto de sempre.


Por: Grazy Nazario. MTB. 74588/SP.

domingo, 10 de junho de 2012

Amor de Valor!




O mês de junho como já sabemos é um mês repleto de tradição, mês dos santos em que comemoramos festas juninas com suas comidas típicas e tradições culturais, também traz em seu calendário o dia dos namorados, a eterna data dos apaixonados de plantão que ainda acreditam e se alimentam de sentimentos e emoções, alguns mais intensos outros mais contidos, mas amores são sempre amores, e merecem ser comemorados.


O comercio que se apropria das emoções dos apaixonados, aquece a economia através de tantas opções e inter-relações possíveis com a chegada do 12 de junho, entre beijos e abraços, carinhos e saudades, as vendas para este dia tende a crescer cada vez mais alimentando as expectativas dos que aguardam o dia dos namorados. Entre opções de presentes perfumados, vestimentas, livros, sapatos, flores, poesia e musica, também temos restaurantes, hotéis... A variedade é imensa, é possível agradar o coração de vários bolsos e gostos, basta fazer alguns cálculos matemáticos, usar a imaginação e presentear o seu amor.

Entretanto não podemos nos esquecer de abraçar esta data em sua realização, não apenas como algo social ou necessário, mas repleto de considerações sentimentais que podem e devem permanecer entre os casais. É interessante enxergar, em alguns casos é claro, o consumismo desenfreado a partir de datas comemorativas, que ser presenteado é bom não podemos negar, mas o capitalismo em muitos momentos gera a desvalorização das datas e seus significados especiais deixando evidente apenas o bem material como prova de amor ou atenção. Permito-me ser intitulada uma demagoga e romântica de plantão, mas o fato é que muitos presentes caros desacompanhados de afeto não carregam nenhum valor essencial, tornam-se apenas componentes usuais de um cotidiano banal, desmotivando assim a real celebração da esperada data pelos corações flechados ou não.

É perfeitamente aceitável e compreensiva a necessidade do comércio em cultivar a pratica da troca de presentes, a economia pode e deve ser aquecida para o crescimento e giro de capital no país, mas é preciso que fique claro que amor não se comercializa, graças aos mandamentos divinos, afeto e sentimentos verdadeiros não são vendáveis, estes não podemos encontrar em nenhuma prateleira. Portanto que preservamos as boas pessoas ao nosso lado e cultivamos o amor de valor, aquele que ultrapassa as barreiras do comodismo e nos faz acreditar em coisas sublimes além do convencional embrulho, seja ele de qualquer origem. Para os solitários da vez, ou em busca da sua grande paixão, aconselho a não desistir, os sonhos são essenciais para a condição existencial, mas enquanto não encontrar não se esqueça de amar as pessoas com quem compartilha a sua vida, e a si, afinal é vital tal relação consigo mesmo. E a todos os apaixonados que possam curtir um momento especial, viva isto independente do valor de seu presente e que ele tenha significados, que renove seus votos de amor e companheirismo. Amar a Vida #ficaadica!

                                                                                                             Texto: Grazy Nazario.
                                                                                                                                                   Ilustração: Gaspar.      

quarta-feira, 21 de março de 2012

QUANTO VALE A SUA FÉ?

Diante dos acontecimentos recentes e constates denuncias de corrupção e mau uso do dinheiro de fieis, eu fico a imaginar o valor real da nossa fé, da nossa convicção de que não estamos sozinhos neste imenso planeta e da existente bondade e piedade de Deus á seus fieis. É espantoso que pessoas tão talentosas em influenciar e organizar pessoas não usam suas facilidades em prol do crescimento humano e social.

Escândalos como este se tornaram comuns a muito tempo em nossos noticiários, desde promessas milagrosas à exortação dos “demônios”, tais lideres religiosos se aproveitam das dificuldades e fragilidades comuns dos cidadãos para comercializar prosperidade, saúde, amor, entre outras maravilhas que pagaríamos para conseguir, se isto fosse possível é claro. O caso mais recente comentado nos últimos dias, do Apostolo Waldomiro Santiago, Igreja do poder de Deus, ilustra claramente o assunto. Este homem que faz uso de um dos meios de comunicação mais poderoso do mundo, a televisão, através de seus conhecimentos quanto as necessidades básicas e ambições comuns, alias ambições estas, vendidas e idolatradas pela própria televisão como ideais existenciais, mostra-se um homem absolutamente convincente e estrategista, além de completamente desprovido de caráter, que vive as regras sociais e morais desregradamente, causando danos diretos e indiretos a fieis e simpatizantes, além de prejudicar a população com a sua omissão diante da realidade social do Brasil, e de suas cidades. Assim Waldomiro utiliza seus espaços religiosos como uma gigantesca lavanderia, utilizando a fé como moeda de troca, realizando um procedimento completamente legal, mas sem proceder de forma ética e adequada. Isto sem mencionar casos como da Igreja Renascer em Cristo, Bispo Edir Macedo, entre outros que são seguidores da doutrina de pregação e louvor a Deus em prol do enriquecimento ilícito e individual.

Poucos de nós desconhecem casos em que pessoas que vivem humildemente ofertam a igreja parte significativa de seu sustento, inclusive tenho um parente muito próximo que que deixa de pagar contas importantes para não falhar com a contribuição da igreja, quando na verdade o papel dos religiosos é de possibilitar amparo aos fieis e não se tornar um problema na vida deles. Claro que quanto á cobrança do dinheiro do dizimo, inclusive, comuns em diversas igrejas, não existe nada de ilegal, mas quando falamos de intimidação e obrigatoriedade as coisas mudam, pois entre os benefícios da religião esta a tranquilidade através da fé, e a contribuição para as melhorias realmente necessárias para a comunidade e não apenas para uma dúzia de pessoas completamente descomprometidas com questões humanitárias.

Mas o fato mais intrigante destes casos é quanto ao julgamento de tais atos como crime, pois para os órgãos responsáveis é no mínimo complicado provar o ato de agir de má fé com a fé alheia, uma vez que, os mais prejudicados fazem isso por vontade própria, obstinados e presos em suas “cavernas” muitos não enxergam tais malefícios, e se permitem ludibriar. No entanto perante a lei dos homens não será preciso nenhum milagre para provar os crimes, alias, como é popularmente conhecido o ditado “O diabo ajuda a fazer, mas não ajuda a esconder”, portanto já estão seguindo os rastros desses bandidos.




quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher




Nesta semana comemoramos o dia internacional da mulher, data lembrada e enfatizada por diversos setores da mídia, mas pouco divulgada quanto a sua importância simbólica em prol da evolução dos direitos da mulher, frente à busca pelo respeito e direito ao poder da escolha, a mulher continua a caminhada para exercer o livre arbítrio ofertado a todos.
Durante séculos a mulher teve o seu destino traçado, pautado por outras pessoas, sem levar em conta a sua opinião, era apenas um objeto de “troca” em muitas situações. No entanto, há um tempo razoável, a historia social da mulher vem se modificando, e esta mudança promove e propicia transformações reais em nosso cotidiano, entre tantos feitos com a emancipação feminina está o respeito e reconhecimento da mulher como um ser capaz, que pode e deve se condutor de seu próprio destino.


Entre batons, fraldas, relatórios e balancetes de trabalho, esta a mulher contemporânea, cheia de compromissos e sonhos, repleta de deveres e responsabilidades, dividida entre aspirações profissionais, realizações de maternidades e romantismos idealizados em suas raízes culturais e genéticas, a mulher permanece em sua realidade mutável e inovadora. É inegável a presença dos problemas que acompanham tantos direitos e autonomia de decisões e ideais, mas foram nós que optamos por isso, e quem não participou ou não fez tais escolhas também usufrui do lado bom de decidir o melhor caminho pra própria vida. Nesta atual transição de ideias e culturas, a realidade social e moral de homens e mulheres se percebem com condutas diferentes, a qual muitos jamais imaginariam existir, mas que está cada vez mais presente no nosso dia a dia, conquistando seu espaço real lentamente, passo a passo, com a tranquilidade de uma Dama paciente e esperançosa, e a determinação confiante de uma Guerreira... Apesar de todas as vitorias, de tantos direitos e saberes almejados e alcançados, ainda há muito que realizar, muitas barreiras precisam ser ultrapassadas na labuta diária dos direitos e deveres. Cada degrau é um beneficio arduamente adquirido e usufruído por nossos sucessores e sucessoras, e que esta luta não se acabe, que continuemos sempre buscando as melhorias que queremos e precisamos, sem desistir das próprias vontades.

Algumas pessoas criticam sem conhecimento o feminismo, mas não sabem que graças a este movimento social é que muitas mulheres conseguem hoje o direito de se expressar e de ser como deseja. Existiram diversos tipos de contribuição feminina para a realidade atual existir. Hoje mulheres podem emitir suas opiniões diante de vários assuntos, tem direito a decisões diante da sociedade, entre outros benefícios conquistados, nos dias atuais temos mulheres no comando de nações importantes, como acontece no Brasil. Enfim queremos apenas as mesmas oportunidades que os nossos companheiros de batalha possuem, desejamos apenas o direito real de ser dona da própria vida, de conduzir as próprias vontades. Sem perder nossos encantos de mulher prosseguimos em nossa eterna vontade de praticar o bem para a humanidade. Respeito ás diferenças para uma igualdade justa. Parabéns a todas as mulheres!!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Impossível





Esta semana algumas fatalidades marcaram o nosso país, uma semana que popularmente é esperada e festejada de varias formas foi também palco de tragédias imensuráveis, e inaceitáveis. O carnaval terminou, a festa, a alegria, o feriado nacional mais aguardado do ano chegou ao seu final, todos voltarão as suas atividades normais, sua batalha de cada dia, no entanto, infelizmente isso não acontece para todos da mesma forma.

Dentre algumas tragédias que aconteceram neste feriado não posso deixar de mencionar a morte fatal da pequena garotinha Grazielly, de apenas três anos, que durante uma tarde do sábado de carnaval foi atropelada por um Jet Ski, pilotado por um adolescente de 13 anos. Fatos como este causam comoção entre a população, afinal, de quem é a culpa¿ Dos pais, padrinhos, da teimosia rebelde do adolescente que não sabe ouvir um “não”, ou que talvez simplesmente não conhece limite pelos seus pais... É difícil responder a esta questão, afinal todos desejavam apenas se divertir, e no final do dia mais uma família foi mutilada, e agora deverá prosseguir sem sua pequena garotinha, além disso, também existirá os traumas à família do causador do acidente.

Dentre os maiores desafios da humanidade está a questão de como lidar com a morte, desde os antigos aos dias atuais esta é uma tarefa árdua e necessária. Coloco-me no lugar dessa mãe e tento fazer um exercício de viver sem uma presença de tamanha importância, um filho, que não são apenas uma extensão de nossa existência, mas uma razão para prosseguir com fé a longa caminhada da vida, nos ensina e nos direciona a cada dia ao que desejamos e precisamos para permanecer presente na crescente batalha da humanidade.

As grandes evoluções tecnológicas e descobertas extraordinárias presentes em diversos segmentos, pouco contribuem para uma causa como esta, afinal nada existente neste mundo é capaz de impedir o ciclo natural da vida, nada é capaz de interromper o seu processo natural de nascer, crescer e morrer, esta é a lei da vida. Fato cada vez mais difícil de ser aceito pelo ser humano, queremos sempre tudo ao nosso tempo, nossas vontades devem ser atendidas imediatamente, assim deixamos de viver o presente, o possível, o permissivo. O consumismo desenfreado move o ser humano ao uma conduta mesquinha, e muitas vezes desleal também, mas diante de situações assim temos certeza de que somos todos iguais, temos grandes chances de viver ou não determinados momentos, e seria maravilhoso se sempre fizéssemos assim. Hoje, para seus entes queridos é impossível reviver os momentos com a pequena Grazy, além de outras pessoas que por algum motivo não vive mais entre nós, pessoas que deixaram saudades, que cravaram a sua marca em nossas vidas, e que sem aviso prévio simplesmente se foram. É possível apenas aprendermos mais algumas lições da vida, entre elas respeitar as pessoas, aceitar e viver o amor em suas formas mais intensas, possíveis e verdadeiras, praticar o desapego cultivando sentimentos sublimes, como se cada dia fosse o ultimo, pois cada vez mais tenho certeza de que isto é a mais pura verdade.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MONSTROS SOCIAIS

Já está um grande alvoroço esta semana em todos os meios de comunicação por conta do julgamento de Linderberg, como já sabemos este cidadão executou friamente a namorada com um tiro à cerca de dois anos atrás, e tornou-se grande atração do cenário jornalístico e criminal.Diante de casos como estes, graças à Deus, ainda vejo indignação nas pessoas, mas é importante ressaltar, que como o caso de Eloá existem diversos, não há quem não conheça alguém que já tenha passado por situação semelhante com desfechos parecidos ou não, o fato, é que mesmo diante de tantos direitos conquistados em diversos campos de atuação feminina, tal comportamento ainda é visto como “aceitável” pela sociedade, como se fossemos obrigados a conviver e entender atos de extrema covardia e intolerância quanto aos direitos das pessoas, não que a sociedade aprove ou incentive, mas é inegável dizer que, a ainda existente visão machista do mundo contribui e estimula atos como este.
Quando se trata dos direitos femininos isto se torna ainda mais complicado, as emancipações arduamente conquistadas não possuem valor algum, valores como respeito e admiração simplesmente não fazem parte da formação filosófica de tais indivíduos, que sem o mínimo de caráter preza apenas em estabelecer conforto para o próprio ego, esquecendo-se até mesmo do respeito à vida humana. Assim a partir dessa postura violenta e egoísta estes “ladroes de sonhos” causam rupturas profundas, e não apenas em suas vitimas, mas em suas famílias, que são cruelmente desfeitas, desmembradas sem piedade ou apenas humanidade. Comportamentos assim refletem a sociedade machista e opressora em que vivemos, a qual não se aprende que a vida nos dirá milhares de “nãos” e mesmo sem concordar, devemos aprender com eles, e não forçar as pessoas a corresponder as nossas expectativas seja qual for sua natureza.
Como este, podemos citar também outros casos de assassinos cruéis como Pimenta Neves, Guilherme de Pádua, Igor Ferreira, além de outros anônimos que jamais terá a visibilidade nacional que estes tiveram, é só olhar as paginas policiais dos jornais, mas se quer ver algo realmente chocante e assustador, é só pesquisar nas delegacias e confirmar o quanto estes crimes são mais “comuns” do que imaginamos, é possível afirmar que os números são assustadores.
Mas de quem é a culpa¿ O que fazer para impedir tais crimes¿ Esta certamente é uma resposta que nem eu, nem ninguém poderá responder ao certo, o que poderá acontecer são especulações e sugestões a partir de estudos psicológicos que talvez possa direcionar algumas ações, mas certamente não valerá para todos os casos.
Arrisco-me a dizer que tudo pode estar ligado a conduta social e moral, e a ideia de que alguns são superiores a outros, de que o dinheiro tudo compra, e que os mais “fortes” em qualquer aspecto, sempre será o detentor do poder e o senhor da verdade e da vida. Sob esta visão prevalece a ideia de que as pessoas não são livres verdadeiramente e jamais serão donas de suas vontades, deverão sempre se curvar diante das vontades de seus opressores ou serão severamente castigadas, simplesmente não podem ter o direito de ter escolhas.
Falta o amor, puro e simplesmente, este sem o “poder”, poder sobre as pessoas, sobre os sentimentos, sobre a vida alheia, este poder vendido e almejado pela mídia que idolatra a desumanização em prol do dinheiro sob promessas fáceis e mentiras viril, apenas o amor por um sorriso verdadeiro e o bem estar do ser amado, seja como for, apenas deveríamos amar o próximo como a si mesmo, assim tudo estaria solucionado.