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sábado, 25 de janeiro de 2014

A todo vapor – 460 anos São Paulo

A cada ano os paulistanos apresentam uma ótica diferenciada de sua bela cidade, sempre com novidades, a cidade que mais recolhe impostos no país é também a que tem os maiores índices de reclamações quanto à qualidade de vida. Talvez isso se deva a sua numerosa população, ou a grande demanda de produtos e serviços oferecidos pela cidade que não adormece ou até mesmo por tudo o que é preciso para manter esta gigantesca metrópole a todo vapor. São Paulo completa 460 anos, cresce cada vez mais e a cada ano se transforma e se reinventa enchendo de orgulho os seus moradores, mas também de trabalho e preocupação.  
A cidade que não dorme e precisa se manter alerta para as mudanças naturais, a cada dia se redescobre e inventa novas maneiras de receber e acomodar seus habitantes, estes que não param de crescer em números e idade, a cada ano a população se multiplica e suas construções tornam-se cada vez mais verticais. O concreto paulistano aumenta e divide opiniões entre os amantes do bom funcionamento das coisas e o preço a se pagar por isso.

Exigentes por natureza São Paulo é a capital da qualidade, não se aceita desleixo ou falta de compromisso com o trabalho, na Sampa de todos os dias o Trabalho deve ser levado a sério, e quem não se adequa sofre, já é por este motivo que a cidade é excelência em bons bares, danceterias e restaurantes, é possível dançar e liberar a tensão, além de “viajar” na culinária do mundo inteiro sem andar muito, encontra-se tudo fácil na Avenida mais paulista de todas.

Longe de ser limitada, a querida São Paulo de todos os dias é hoje o berço da arte e cultura, aqui acontecem os melhores eventos, shows, e o publico critico e perspicaz da nossa terra da garoa é querido por respeitar a arte brasileira e apreciar a qualidade de bons trabalhos, isso explica a variedade de museus e preservação de tantos monumentos, afinal é a sua memória que conta a sua historia.
Palco de tantas manifestações e iniciações politicas, a nossa São Paulo dita movimentos e compartilha ideias e idealizações, a sua historia é longa e as vitorias muitas. Os protestos que se iniciam com a cara do Brasil e determinação dos brasileiros ganha voz e conquista novos seguidores, percorre outros rumos e contagia com a vontade de lutar por melhorias.

Distante de ser a cidade dos sonhos de muito migrantes e nativos, a São Paulo que conhecemos pode ser dura e cruel, mas também acolhedora e feliz, afinal não é apenas sob pedras que se constrói o castelo dos sonhos, quem escolheu esta cidade para viver não consegue negar os seus defeitos nem viver longe de suas qualidades, o paradoxo do paulistano consiste em amar São Paulo do jeito que ela é, e tentar muda-la a todo o momento.    

A capital dos sonhos continua a existir, mas sem nos livrar dos pesadelos de problemas ligados a saúde, educação, segurança, entre outros, a infraestrutura crescente não pode ficar apenas no papel. É importante cuidar do povo da nossa cidade desde o grito do Ipiranga até as periferias onde a voz está distante e não se ouve ninguém, se não for assim de nada valerá tantos esforços.  
Entre esperanças e protestos o que move e faz São Paulo ser o que é não é mídia, localização geográfica ou economia, mas as pessoas que aqui habitam e cuidam do lugar em que vivem, sim os paulistanos constituem esta terra em aspectos bons e ruins, cada um contribui para  consolidar esta realidade ora maravilhosa ora enlouquecedora. Aos paulistanos parabéns.

 Grazy Nazario. MTB. 74588/SP. 

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Adeus ao Mestre

Entre as coisas ruins e inevitáveis da vida está a morte, o temido adeus acontece sem aviso prévio, e em poucos instantes as coisas mudam... Nesta semana em que tantos homenagearam merecidamente o mestre do humor Chico Anísio, nós não poderíamos ser diferente diante de tanto talento e dedicação ao humor como fez este digno homem.
Suas diversas obras ilustram muito bem o trabalho de Chico em seus mais de 200 personagens, todos criados com distintas intenções, sob contexto histórico, politico, social ou apenas para fazer rir mesmo. Chico era um trabalhador e consciente de suas intenções perante o humor e suas vertentes.

Na escolinha do professor Raimundo, Chico ensinava brincando, se divertindo e passando tal harmonia para os seus telespectadores, diante de tantos talentos revelados e gigantes em atuação, Chico Anísio ainda assim destacava-se e sempre ganhava a cena. Dentre tantos personagens existe um que mais me agrada, Alberto Roberto, este eu considero muito especial, na minha humilde opinião, o melhor. Ele é arrogante, mas de forma engraçada, me fazia rir só de olhar pra ele quando era apresentado ao ilustre convidado da semana, a sua expressão era a própria piada! Extremamente exibido e incrivelmente encantador dizia coisas atuais fazendo criticas e crônicas das peripécias do dia a dia, uma figura maravilhosa, a qual não me deixava perder um programa. Os tantos Chicos são assim, grandiosos em suas diferenças e individualidades extraordinárias, que para ser possível citar a galeria de bons personagens e suas qualidades seria necessário mais que um jornal para se fazer justiça.

Não é preciso dizer que diante dessa etapa da vida nada podemos fazer, apenas lamentar a falta, a ausência que permanece unicamente por fazer parte do ciclo da vida. Mas felizmente Chico nos presenteou não apenas com grandes personagens e cenas engraçadas, seu legado de artistas que seguiram a sua trajetória de trabalho, e declarações inteligentes e reflexivas complementam com louvor a sua vida e obra. Chico Anísio permanecerá no coração de seus admiradores e apreciadores de praticar a arte de fazer sorrir, mesmo quando se quer chorar, suas palavras sinceras e grandiosas nos contemplam com humildade e carinho, sentimentos tão raros nos dias atuais e tão presentes nos olhos de Chico.

Hoje apenas as suas lembranças nos farão sorrir, afinal como o próprio humorista disse, não existe piada velha, apenas piada ruim e boa. Para a sua família desejo paz e conforto em seus corações, e que Chico Anísio encontre o caminho da paz Divina.