domingo, 10 de junho de 2012

Amor de Valor!




O mês de junho como já sabemos é um mês repleto de tradição, mês dos santos em que comemoramos festas juninas com suas comidas típicas e tradições culturais, também traz em seu calendário o dia dos namorados, a eterna data dos apaixonados de plantão que ainda acreditam e se alimentam de sentimentos e emoções, alguns mais intensos outros mais contidos, mas amores são sempre amores, e merecem ser comemorados.


O comercio que se apropria das emoções dos apaixonados, aquece a economia através de tantas opções e inter-relações possíveis com a chegada do 12 de junho, entre beijos e abraços, carinhos e saudades, as vendas para este dia tende a crescer cada vez mais alimentando as expectativas dos que aguardam o dia dos namorados. Entre opções de presentes perfumados, vestimentas, livros, sapatos, flores, poesia e musica, também temos restaurantes, hotéis... A variedade é imensa, é possível agradar o coração de vários bolsos e gostos, basta fazer alguns cálculos matemáticos, usar a imaginação e presentear o seu amor.

Entretanto não podemos nos esquecer de abraçar esta data em sua realização, não apenas como algo social ou necessário, mas repleto de considerações sentimentais que podem e devem permanecer entre os casais. É interessante enxergar, em alguns casos é claro, o consumismo desenfreado a partir de datas comemorativas, que ser presenteado é bom não podemos negar, mas o capitalismo em muitos momentos gera a desvalorização das datas e seus significados especiais deixando evidente apenas o bem material como prova de amor ou atenção. Permito-me ser intitulada uma demagoga e romântica de plantão, mas o fato é que muitos presentes caros desacompanhados de afeto não carregam nenhum valor essencial, tornam-se apenas componentes usuais de um cotidiano banal, desmotivando assim a real celebração da esperada data pelos corações flechados ou não.

É perfeitamente aceitável e compreensiva a necessidade do comércio em cultivar a pratica da troca de presentes, a economia pode e deve ser aquecida para o crescimento e giro de capital no país, mas é preciso que fique claro que amor não se comercializa, graças aos mandamentos divinos, afeto e sentimentos verdadeiros não são vendáveis, estes não podemos encontrar em nenhuma prateleira. Portanto que preservamos as boas pessoas ao nosso lado e cultivamos o amor de valor, aquele que ultrapassa as barreiras do comodismo e nos faz acreditar em coisas sublimes além do convencional embrulho, seja ele de qualquer origem. Para os solitários da vez, ou em busca da sua grande paixão, aconselho a não desistir, os sonhos são essenciais para a condição existencial, mas enquanto não encontrar não se esqueça de amar as pessoas com quem compartilha a sua vida, e a si, afinal é vital tal relação consigo mesmo. E a todos os apaixonados que possam curtir um momento especial, viva isto independente do valor de seu presente e que ele tenha significados, que renove seus votos de amor e companheirismo. Amar a Vida #ficaadica!

                                                                                                             Texto: Grazy Nazario.
                                                                                                                                                   Ilustração: Gaspar.      

Um comentário:

  1. Parabéns pelo belo texto Grazi, é sempre um prazer ler suas postagens.....

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