segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Do Céu ao Inferno!

Mal deu tempo para iniciar as comemorações do tão esperado estádio do Corinthians e já chegou a má noticia, o acidente com vitimas fatais nas obras do estádio mais esperado da Copa de 2014 esta entre os assuntos mais comentados do momento. O acidente que não apenas frustrou os torcedores corintianos também esteve nos tabloides e mídias apontando a hipótese da nossa cede mudar de endereço, além de realçar os problemas recorrentes das construções civis. 

 As cenas disponíveis nas mídias do acidente do Estádio do Corinthians chocam qualquer telespectador, o acidente que foi responsável por duas mortes chama a atenção por sua violência, e o fato de ser uma obra importante a torna ainda mais alvo de especulações, quanto a sua construção, segurança e idoneidade da construtora, são tantos os fatores a serem mencionados que até mesmo as obras dos arredores tornara-se suspeitas para a população, que já sente medo de passar sob as pontes de Itaquera. É o pânico que se espalha. Mas o que não é muito divulgado ou muitas vezes apenas não está tão presente na memoria das pessoas é que é “comum” acontecer acidentes em obras como na construção do Itaquerão, acontecem casos como estes todos os dias, pessoas morrem nas construções dos sonhos alheios, seja da casa própria, um shopping, prédio, ou mesmo um imenso Estádio de futebol, é a realização de uns em troca do sustento de outros. 

Ao examinar a historia e as catástrofes nas construções civis isto fica ainda mais claro, podemos citar as pirâmides do Egito, grandes pontes, viadutos, entre outras construções, além de edifícios residências construídos em uma época que a realidade do sindicato e diretos trabalhistas estava longe de existir. dias, realizar um trabalho pesado, , e como esta troca pode ser injusta e cruel, e como podemos pagar com a própria vida. A construção civil esta entre os primeiros colocados em acidentes de trabalho com mortes fatais, e diminuir estes números é um dos desafios dos sindicatos diante da realidade dessa profissão essencial, afinal o trabalhador do canteiro de obras tornou-se o materializador do progresso, sem nada acontece, mas nada mesmo, não existem hospitais, escolas, casas, etc. 

Entre concretos, areias e pedras, existem vidas, e não apenas sonhos e compromissos com organizadores e participantes da tão falada Copa de 2014. A cidade de São Paulo e o Brasil está de luto pelos trabalhadores que não conseguiram voltar para casa ao final do dia após um cansativo dia de trabalho. O sonho custou vidas e certamente findou com os sonhos destes homens e seus familiares. É importante dizer que com atrasos ou não as obras seguem, e o sonho irá se concretizar, porém as vidas se perderam, e isto não se recupera, as vitimas serão apenas uma lembrança para os seus amigos e familiares. 

A construção de sonhos muitas vezes pode exigir uma troca injusta e cruel que não pede consentimento e usa como moeda de troca a vida através de um erro ou fatalidade, entre tantas especulações diante do assunto a vida deve ser a prioridade sempre.

 Por: Grazy Nazario. MTB. 74588/SP.

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